Rui Alexandre Castanho participou como orador no AIFOD Geneva Summit 2026, na Assembly Hall do Palais des Nations, levando ao debate internacional uma perspetiva académica e territorial sobre a avaliação da Inteligência Artificial
O investigador Rui Alexandre Castanho, Suboordenador do VALORIZA – Centro de Investigação para a Valorização de Recursos Endógenos da Universidade Politécnica de Portalegre, interveio como orador na Assembly Hall do Palais des Nations, United Nations Office at Geneva (UNOG), no âmbito do AIFOD Geneva Summit 2026.
A participação permitiu levar ao plenário do Palais des Nations uma perspetiva académica desenvolvida a partir da investigação sobre território, sustentabilidade e governação, aplicada a um dos debates emergentes no domínio da Inteligência Artificial: quem decide qual é a melhor IA e como deve essa avaliação ser realizada?
Rui Alexandre Castanho integrou o Dialogue XV – “Who Decides Which AI Is Better?”, realizado a 14 de agosto, juntamente com especialistas internacionais provenientes de diferentes áreas relacionadas com Inteligência Artificial, governação, avaliação e implementação tecnológica.
Na sua intervenção, o subcoordenador do VALORIZA apresentou uma abordagem assente em três dimensões complementares — Performance, Context and Impact — defendendo que os benchmarks técnicos, embora essenciais, não são suficientes para determinar qual o sistema de Inteligência Artificial mais adequado.
A questão passa por avaliar não apenas o desempenho técnico de um sistema, mas também a sua adequação ao contextoinstitucional, social e territorial onde será utilizado e o impacto efetivamente produzido após a sua implementação.
A contribuição foi posteriormente destacada pela própria AIFOD na cobertura oficial do Dialogue XV, que individualiza a intervenção de Rui Alexandre Castanho e a abordagem Performance–Context–Impact, salientando a importância de considerar as realidades concretas dos territórios e comunidades onde os sistemas de IA são implementados.
Um dos casos debatidos no plenário colocou precisamente em confronto um sistema com 95% de desempenho num benchmark global e outro com 90%, mas melhor adaptado à língua local, às infraestruturas disponíveis, à privacidade e aos resultados concretos para os utilizadores. A cobertura da AIFOD destaca a posição de Castanho de que, quando Performance, Context e Impact são considerados conjuntamente, o sistema com menor pontuação global pode revelar-se a melhor solução para aquele contexto.
A intervenção ficou sintetizada numa das mensagens levadas pelo investigador ao debate em Genebra:
“AI evaluation cannot end at the laboratory. It has to survive the territory.”
A participação reforça a projeção internacional da Universidade Politécnica de Portalegre e do VALORIZA, nomeadamente na articulação entre investigação, desenvolvimento territorial, sustentabilidade, governação, transferência de conhecimento e os novos desafios associados à Inteligência Artificial.
Cobertura oficial da AIFOD — “Who Decides Which AI Is Better?”





